Biblioteca Escolar

A NOSSA ALIMENTAÇÃO DURANTE A QUARENTENA

Praticar atividade física, manter um padrão de sono regular, assegurar uma ingestão hídrica adequada e manter uma alimentação equilibrada e diversificada, com um aporte suficiente de vitaminas e minerais, contribui para garantir o normal funcionamento do sistema imunitário. Como este tempo de confinamento em casa é um tempo muito sedentário, torna-se necessário adaptar o valor calórico ingerido à diminuição do gasto energético diário, isto é, ingerir menos calorias face à diminuição das calorias gastas pelas nossas atividades diárias.
Devemos, aliás, aproveitar este período de quarentena para melhorar a nossa alimentação diária. De facto, com mais tempo e disponibilidade para cozinhar, podemos optar por alimentos menos processados. Por exemplo, os batidos e as barras proteicas, sempre úteis e convenientes, podem nesta fase ser substituídos por ovos mexidos, panquecas, papas de aveia ou sandes mais elaboradas.
É sabido que mesmo que exista uma redução do volume e intensidade de treino, é importante manter a ingestão proteica de modo a manter a massa muscular e o apetite estabilizado.
É também expectável que se fique demasiado tempo no sofá a ver televisão, o que inevitavelmente leva à vontade de “petiscar”. Agora, mais do que em qualquer outra altura, seria importante que não entrem em casa alimentos altamente calóricos que possam levar a um consumo compulsivo, tal como bolachas, biscoitos, batatas fritas de pacote, frutos gordos (como os amendoins), bombons e afins. Em alternativa, podemos comer fruta, iogurtes magros sem açúcar (mas de sabores, não precisam ser naturais), gelatinas light, barras proteicas com pouca gordura, tremoços, pipocas sem óleo, sorvetes de água e fruta ou gelados em miniatura.
Pode também ter-se mais cuidado com a quantidade de hidratos de carbono, caso se diminua substancialmente o volume de exercício físico, mas ainda mais importante é que se diminua, tanto quanto possível, a quantidade de gordura em fritos, manteiga, molhos, enchidos, dado que são alimentos com elevado valor calórico e pouco potencial saciante.
                               adaptado de texto publicado no Público, 19/3/2020

Quiz sobre o coronavírus

Queres testar os teus conhecimentos sobre o CORONAVIRUS?
Experimenta este jogo clicando no seguinte link:
https://ideiascomhistoria.pt/pages/jogo-stop-contagio
Diverte-te aprendendo!

" SOMENTE AQUELES QUE OUSAM PODEM VOAR " Luis Sepúlveda

 
Morreu Luis Sepúlveda, vítima de COVID-19.
Autor chileno, Sepúlveda é um dos escritores mais lidos da atualidade, nomeadamente pelos nossos alunos do ensino básico.
Até sempre!

O 25 de abril para os mais novos

 
Estamo-nos a aproximar da data de 25 de abril.  Deixo-vos o link de um livro de Manuel António Pina, O TESOURO, que aborda o assunto de uma forma simples mas muito bonita.
http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=tesourobd
O maior tesouro que temos é a LIBERDADE, não concordam?

Biblioteca escolar digital para todos

 
Agora que as escolas estão temporariamente fechadas, o apoio virtual é uma ajuda preciosa no processo ensino-aprendizagem. Fica aqui a sugestão de um recurso digital interativo da RBE (Rede de Bibliotecas Escolares) que todos podem  consultar.
https://www.rbe.mec.pt/np4/2543.html
Boas leituras!
A PB

IMPORTANTE!

 
A Inês Ferreira (8º2) lembra:
"Respeite as indicações do isolamento. Mas cumpra mesmo."

Almada Ainda

Lisboa Ainda
Lisboa não tem beijos nem abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes, sem bares, nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste
20 de março de 2020, Manuel Alegre
Inspirando-te neste belo poema de Manuel Alegre, escreve um poema sobre Almada durante a situação do estado de emergência que estamos a viver. Atribui um título ao teu poema, inclui o teu nome e turma e envia para biblioteca@esfmp.pt. Indica se autorizas a (eventual) publicação do teu poema no blogue da BE.  
A PB

As 10 recomendações da Vitória (8º2)

PARA COMBATER O COVID-19
1 – lavar bem as mãos até metade do pulso;
2 – usar álcool nas mãos antes de encostar em algo;
3 – cobrir a boca quando tossir ou espirrar;
4 – evitar aglomerações de pessoas;
5 – usar máscaras, caso apresente sintomas;
6 – evitar tocar no rosto antes de higienizar bem as mãos;
7 – manter a distância de um metro de pessoas;
8 – limpar com álcool os objetos tocados frequentemente;
9 – evitar cumprimentar as pessoas com beijos e apertos de mão;
10 – evitar sair de casa desnecessariamente.

RESUMO DO "O MONSTRO MINÚSCULO QUE QUERIA SER REI" (7º2)

 
    Era uma vez um minúsculo monstrinho que tinha um sonho de ser rei e conquistar o planeta. Como ele se apercebeu que não conseguia fazer essa tarefa sozinho, foi pedir ajuda a uma bruxa prometendo-lhe que seria a conselheira. A bruxa concordou com o plano.
Então, ela sugeriu que o monstro se infiltrasse nela própria para ela, por sua vez, passar a outras diversas pessoas através de simples toques e vendas.
Quando o plano começou a dar resultado, eles ficaram muito orgulhosos só que, não esperavam que as pessoas reagissem bem e que se ajudassem. Os governos chamaram logo os cientistas que descobriram como se transmitia.
O monstro ficou muito irritado e logo pensou que era culpa da bruxa, então, atirou-a para um forno.
O mostro ainda anda por lá mas os humanos vão superar tudo. Irá ficar tudo bem.
Sara Soares (texto) e Matheus Cardoso (desenho)

CONTO "O MONSTRO MINÚSCULO QUE QUERIA SER REI"

 
Num lugar muito longe daqui, havia um monstro minúsculo, tão pequeno, tão pequeno que ninguém conseguia vê-lo à vista desarmada. No entanto, tinha muito mau feitio e uma enorme ambição: tornar-se num gigante e ser rei absoluto. Como tinha nascido com uma coroa na cabeça, achava que tinha direito a dominar todo o planeta.
Um dia, foi consultar uma bruxa malvada muito poderosa e disse-lhe:
- Ouve lá, ó bruxa maléfica, estou decidido a tornar-me num gigante e a ser o rei absoluto deste planeta. Se me ajudares a consegui-lo, recompensar-te-ei e nomear-te-ei minha Primeira Conselheira.
A princípio, a bruxa achou que aquele monstro minúsculo não devia estar bom da cabeça. Ainda por cima, manifestava uma irritante falta de respeito. Chegou mesmo a pensar lançar-lhe um feitiço que o transformaria num sapo ou, como era tão pequeno, num grão de pó. Mas depois reconsiderou, pensando que aquilo até podia ser divertido e respondeu:
- Combinado! Se fizeres tudo o que eu disser, ajudo-te a conseguir o que pretendes.
Virou costas e foi para junto do seu caldeirão, criar um feitiço especial.
Passado algum tempo, a bruxa chamou o monstro minúsculo e disse-lhe:
- Já preparei um feitiço que te permitirá realizar o teu desejo. Mas, para isso, há algumas condições.
- Ai sim? - disse o monstro minúsculo - Que condições são essas?
- Primeiro, tens de prometer que farás tudo o que eu disser, como eu disser e quando eu disser.
- Está bem, prometo! - resmungou o monstro minúsculo, com maus modos.
A bruxa explicou então:
- Para poderes ser o rei do mundo, tens de subjugar os humanos, que são quem, neste momento, domina o planeta. Vais entrar dentro deles e submetê-los à tua vontade. No entanto, tens um tempo limitado para habitar o corpo de cada um, antes que te consigam expulsar.
- De acordo - disse o monstro minúsculo. - E que mais?
- Só podes ir de humano em humano quando eles estiverem em contacto entre si. Aproveita bem cada aperto de mão, cada abraço e cada beijo para passar para o próximo ou então acaba-se o tempo e não poderás realizar o teu desejo.
- Certo. E que mais?
- Quando estiveres dentro de cada um, faz o que puderes para dominar o corpo que invadiste. Obriga-os a tossir para tornar mais fácil e rápida a tua acção. E olha que não vai ser fácil, sobretudo com os mais jovens. Por isso, aproveita especialmente os mais velhos, em particular os que já estiverem doentes.
- Percebi. Não me parece nada difícil. Vai ser canja, hehehehe! Já me estou a ver: enorme, do tamanho do mundo, com o planeta todo às minhas ordens.
- Não te entusiasmes demasiado - disse a bruxa. - Ainda temos muito que fazer. Agora, salta para dentro do meu nariz e vamos ao trabalho!
O monstro minúsculo saltou para dentro do nariz da bruxa e começou a multiplicar-se. Esta disfarçou-se de velhinha simpática e foi até ao mercado, que àquela hora estava a abarrotar de gente. Na mão, levava uma cesta cheia de maçãs, vermelhinhas e sumarentas, para cima das quais havia tossido.
- Olh'ás maçãs vermelhinhas e sumarentas!!! - apregoava ela. - Quem quer comprar as minhas maçãs maduras e deliciosas?
Ao mesmo tempo, ia cirandando entre as bancas do mercado e tossindo para cima das pessoas e das mercadorias e tocando em tudo com as mãos sujas.
Constatando que poucos queriam comprar as maçãs, começou a oferecê-las:
- Olh'ás maçãs vermelhinhas e sumarentas!!! Ó freguês, pague uma e leve três!
A pouco e pouco, o monstro minúsculo começou a entrar pelos narizes e bocas das pessoas que por ali andavam, sem que estas dessem por isso. Quando encontravam algum amigo ou conhecido, as pessoas cumprimentavam-se efusivamente, ajudando assim a passar o monstro minúsculo que as contaminava.
Dias depois, começaram a surgir os primeiros sintomas da invasão: algumas pessoas sentiram-se muito cansadas, com febre e com tosse. As mais vulneráveis tiveram que ser hospitalizadas e, a cada dia que passava, apareciam mais casos. Algumas pessoas não resistiam...
Na sua cabana, a bruxa malvada gargalhava, a cada má notícia que ouvia sobre o assunto. Por seu lado, o monstro minúsculo andava nas suas sete quintas e crescia de dia para dia. Começou por ter sob o seu domínio uma cidade e depois outra e outra.
Quando já controlava o país inteiro, espalhou-se pelos restantes países. Os estrangeiros que estavam de visita levavam-no na bagagem para as suas terras e ajudavam, sem saber, à sua propagação.
O monstro minúsculo começou então a lançar na cabeça das pessoas a semente do medo. Não tardou que o pânico alastrasse e estas começaram a acumular comida e outros bens essenciais. Alguns até compraram armas. Mas esta era uma guerra invisível, porque ninguém sabia como combater o monstro minúsculo.
Os governantes dos países atingidos chamaram os feiticeiros oficiais, mas estes não sabiam como resolver o assunto. Chamaram então os cientistas e pediram-lhes ajuda. Os cientistas estudaram o problema e procuraram uma cura para a doença provocada pelo monstro minúsculo.
Descobriram que este só podia crescer quando as pessoas estavam em contacto entre si. Que se aproveitava de cada aperto de mão, cada abraço e cada beijo para passar de uma para outra. Aconselharam então as pessoas a mudarem os seus hábitos e a ter muito cuidado com a higiene. Aconselharam também que, os que pudessem, ficassem em casa. Só saíam os que tinham mesmo de trabalhar para dar resposta às necessidades do dia a dia.
Muitas pessoas assim o fizeram. Custava muito ficar em casa em vez de ir trabalhar, passear ou tratar dos assuntos habituais. Mas arranjaram maneiras de comunicar e de se apoiarem umas às outras. Vinham para as janelas e para as varandas cantar em conjunto, liam em voz alta, contavam histórias... E diziam umas às outras:
- Vamos ficar bem! Vamos ficar bem!
Assim, o tempo de que o monstro minúsculo dispunha para concretizar o seu plano maléfico ia-se esgotando. A pouco e pouco, voltava a ficar cada vez mais pequeno, o que o deixava tremendamente furioso.
A bruxa malvada acabou também por ser vítima do monstro minúsculo. Ele achava que a culpa do seu falhanço era dela, zangou -se e, como acontece neste tipo de histórias, empurrou-a para dentro do forno e a bruxa rebentou!
O monstro minúsculo ainda anda por aí, mas acredito que as pessoas, que somos todos nós, o iremos vencer. E, no final, vamos ficar bem!
 
Publicada por Carlos A. Silva à(s) 17:22:00
 https://ficcoesbreves.blogspot.com/2020/03/o-monstro-minusculo-que-queria-ser-rei.html
 
Gostaste de ler este conto? Serve para compreenderes melhor toda esta situação diferente que estamos a viver, mas também para te propor algumas atividades ligadas à leitura. Estás pronto(a)?
-A partir do conto que acabaste de ler, escolhe uma ou duas tarefas propostas:

  • Elabora três desenhos que ilustrem a sequência da história;
  • Escreve o resumo da história, utilizando cerca de 100 palavras.
  • Redige um texto sobre a situação que o vírus criou, nomeadamente na tua vida.
  • Faz uma lista com 10 recomendações para combater o COVID-19.

-Envia o(s) trabalho(s) identificado(s) com o teu nome e turma para biblioteca@esfmp.pt e, se quiseres, o teu trabalho pode ser publicado na página da BE.
Bom trabalho!